The Library Book, de Susan Orlean (resenha)

Terminei de ler o livro The Library Book, de Susan Orlean, e precisei de um tempinho para escrever a resenha. O livro é sobre o incêndio que assolou a biblioteca central de Los Angeles em 1986. Como sabia muito pouco sobre o ocorrido, e como o livro foi muito recomendado, resolvi ler.

The Library Book, de Susan Orlean (resenha)

Mas o livro não é só sobre o incêndio, é a história da biblioteca central, seu funcionamento, seus funcionários através dos anos desde a sua fundação, seus departamentos, etc. Algumas partes foram interessantes, outras nem tanto, mas o problema é como a informação foi distribuida pelo livro. Eu não gostei dos pulos de um tópico ao outro.

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Como estruturar seu livro: Anatomia de uma História II

Abaixo segue a explicação do quadro resumido onde John Truby pontua tudo que é discutido no livro. Para baixar o quadro com a explicação em português no formato .pdf, clique aqui (link direto para o Dropbox).

Como estruturar seu livro: Anatomia de uma História II

  1. Combinação dos passos 20, 3 e 5.
  2. Truby não usa o termo conhecido como backstory (tudo aquilo que aconteceu com o protagonista antes da gente conhecê-lo) e prefere usar ghost (fantasma). Aqui conhecemos um pouco do passado e também sobre o universo onde o protagonista existe.
  3. As fraquezas que impedem o protagonista de realizar seu desejo/objetivo.
  4. Um evento que coloca o protagonista em ação.
  5. Objetivo/desejo do protagonista.
  6. Assim que o protagonista tem um objetivo/desejo, ele ganha aliados que vão ajudá-lo na sua sua jornada.
  7. Um mistério ou antagonista que dificulta o protagonista de atingir se objetivo.
  8. Um aliado que na verdade é um inimigo.
  9. Uma revelação que faz o protagonista tomar uma decisão que mudar o rumo da história.
  10. O plano do protagonista de como ele pretende vencer o antagonista e alcançar seu objetivo.
  11. Plano do antagonista de contra-ataque.
  12. Uma série de ações desesperadas (e que podem beirar a imoralidade) do protagonista no desejo de vencer o antagonista e realizar seu objetivo.
  13. Um aliado confronta o protagonista sobre seu desespero/imoralidade ao tentar atingir o objetivo.
  14. O ponto mais baixo do protagonista, onde ele se sente perdido. Para arcos de história queda (onde o protagonista não consegue o que deseja no final, nem aprende ou muda), o posto acontece: uma aparente vitória do protagonista.
  15. O protagonista recebe uma nova informação que novamente o coloca em ação.
  16. A audiência aprende algo importante que o protagonista não sabe.
  17. O protagonista aprende algo sobre o antagonista que vai ajudá-lo a vencer.
  18. A pressão aumenta e o protagonista passa por dificuldades ainda maiores.
  19. O conflito final, geralmente violento (literal ou figurado) para decidir quem será o vencedor.
  20. O protagonista aprende sobre quem ele é realmente.
  21. Uma decisão que provará que o protagonista realmente aprendeu algo sobre si mesmo e mudou.
  22. A necessidade e o desejo (objetivo) foram alcançadas, a vida volta ao normal e mas o protagonista esta mudado.

Para os 7 pontos principais, leia este post aqui.

Para comprar o livro, clique aqui: The Anatomy of Story: 22 Steps to Becoming a Master Storyteller, de John Truby (somente em inglês).

Como estruturar seu livro: Anatomia de uma História

Continuando sobre como estruturar seu livro, quero falar sobre A anatomia da história: 22 passos para se tornar um mestre contador de histórias (The Anatomy of Story: 22 Steps to Becoming a Master Storyteller), de John Truby, um livro espetacular sobre como estruturar livros, scripts, etc.

Como estruturar seu livro: Anatomia de uma História

Truby fala sobre premissa, os 7 pontos principais (que vou explicar abaixo), como desenvolver os personagens, o tema (argumento moral), o universo/mundo onde sua história acontece, a rede de símbolos, o enredo, como costurar as cenas, e a construção tanto de cenas como diálogos convincentes.

O livro é excelente. Infelizmente não foi traduzido para o português, mas se você souber inglês e esta realmente interessado em criar histórias ricas e bem estruturadas, leia o livro.

Mais pra frente vou voltar a citar este livro, mas hoje vou me concentrar apenas na estrutura, expandindo no que escrevi semana passada. Aqui vão aos 7 pontos chaves da estrutura segundo John Truby:

1. Fraqueza e Necessidade

Logo no inicio da história seu personagem/herói tem uma fraqueza e uma necessidade que ele vai precisar superar. Ex.: no filme O Silêncio dos Inocentes, Clarice tem que superar os traumas de uma infância difícil e seus medos (fraqueza) para se afirmar como agente do FBI (necessidade), num universo predominantemente masculino.
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A história do Brasil para quem tem pressa, de Marcos Costa (resenha)

O que lembro das aulas de história do Brasil dos meus tempos de escola são dos acontecimentos heróicos e das figuras –supostamente– fascinantes. Infelizmente nas aulas não houve interesse em costurar os tais acontecimentos aos motivos e, mais importante ainda, as consequências. Foi tipo: Descobrimento! Jesuítas! Independência ou Morte! Inconfidência Mineira! Abolição! e por ai vai.

A história do Brasil para quem tem pressa

O livro A história do Brasil para quem tem pressa, de Marcos Costa é breve como o próprio título diz, e uns podem dizer que é superficial, mas na minha opinião o autor fez um bom trabalho traçando um mapa que liga motivações, acontecimentos e consequências que traz a gente até esse momento que vivemos.

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Como estruturar seu livro – 3 Atos

Agora que já estamos mais confortáveis com o enredo e como podemos usar certas fórmulas em nossa escrita, vamos falar sobre como estruturar seu livro. Alguns escritores preferem escrever de maneira orgânica, isso é, deixam a história se desenrolar naturalmente, fazendo ajustes aqui e ali quando necessário; outros preferem ter uma estrutura definida em mente assim que decidem escrever sua história.

Como estruturar seu livro - 3 Atos

Quando eu comecei a escrever percebi que ter uma idéia, mesmo que vaga, do que aconteceria e quais estágios meu personagem precisaria passar me ajudou a evitar exatamente o que Steven Spielberg disse aqui:

As pessoas esqueceram como contar uma história.
As histórias não têm mais meio ou fim.
Elas geralmente têm um começo que nunca pára de começar.

Existem estruturas variadas que prometem funcionar melhor em certos enredos, outras específicas para cinema/tv shows, mas hoje vou falar sobre a Estrutura em 3 atos, que serve muito bem para livros, poesia, contos, etc, e é bem simples, especialmente se você leu o meu resumo dos 20 enredos de Ronald B. Tobias, onde tentei explicar cada um usando esta estrutura.

Estrutura em 3 Atos

Como estruturar seu livro - 3 Atos

Ato I: Apresentação

No Ato I os leitores devem aprender sobre o protagonista, os personagens principais, seus relacionamentos entre si e sobre o universo onde habitam.

Uma reviravolta/incidente acontece, e o protagonista ao lidar com este incidente, revela o 1º ponto do enredo, aquilo que vai levar a história adiante. Citando um exemplo, este é ponto no livro Jogos Vorazes (Suzanne Collins) quando a irmã de Katniss é selecionada para participar dos jogos e ela se oferece como Tributo.

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