Run Away, de Harlan Coben (resenha)

No livro Outsider, de Stephen King, ele menciona o autor Harlan Coben (autor de mais de 30 livros; criador e produtor da série Safe do Netflix estrelando Michael C. Hall) várias vezes, e eu nunca tinha lido nada dele. Então por indicação do tio Stephen decidi ler e escolhi o Missing You, já que concorreu ao melhor thriller de 2014 no site GoodReads e esta com uma boa nota no mesmo site. Oohh, que decepção! O livro me deixou tão desapontada que ainda não tive coragem nem de escrever a resenha.

Run Away, de Harlan Coben

Mesmo assim resolvi dar mais uma chance ao autor antes de sair descendo a boca: ler outro livro para ver se ele é ruim mesmo e o tio Stephen estava errado, ou se foi azar de pegar um livro fraco.

Bom, resolvi tentar com o mais recente lançamento de Harlan Coben, Run Away, e uau, foi uma agradável surpresa!

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O que significa fracassar como escritor… Ray Bradbury

Ray Bradbury (1920-2012) foi um escritor americano que escreveu em diversos gêneros, entre eles horror, ficção científica, fantasia e mistério. Entre seus muitos livros estão As Crônicas Marcianas, Licor de Dente-De-Leão e o famoso Fahrenheit 451.

O que significa fracassar como escritor... Ray Bradbury

Na data da sua morte o jornal New York Times disse que Bradbury “foi o escritor que mais ajudou a trazer a ficção científica para o mainstream literário.”

Abaixo ele diz sobre o que acha do fracasso:

Se você escreve cem contos e eles são todos ruins, isso não quer dizer que você falhou. Você falha quando pára de escrever. Eu escrevi por volta de dois mill contos; publiquei por volta de 300 e sinto como se ainda estivesse aprendendo. Qualquer pessoa que continue trabalhando não é um fracasso. Ele talvez não seja um grande escritor, mas se ele aplicar as antiquadas virtudes de trabalho duro e contínuo, ele vai eventualmente construir uma carreira para si mesmo como escritor.

 

Ray Bradbury, Março de 1967

Para mais informações sobre este escritor, visite o site oficial.
Para comprar livros deste autor, visite Amazon ou Livraria Cultura.

Como escrever um livro: Personagens II

Você provavelmente já tem um outline ou uma idéia sobre quem serão seus personagens, e durante a escrita você vai perceber que muitos “blocos” da personalidade vão continuar a se formar e se encaixar. Isso porque o processo da criação e dos personagens é o andamento contínuo da sua criatividade. Enquanto o fluxo da criatividade corre solto, é importante lembrar algumas coisas.

Como escrever um livro: Personagens II

Tipos de personagens

Geralmente ouvimos falar de personagens inteiros (round) e planos (flat). Personagens inteiros (round) são totalmente desenvolvidos e complexos, com tudo que já discutimos antes neste post aqui.

Os planos (flat) são desenvolvidos o suficiente para dar suporte a sua função dentro do enredo. É importante deixar esses personagens onde eles devem estar: se você der muito espaço e descrição a eles pode acabar confundindo o leitor, que provavelmente desconfiará que este personagem terá um papel importante em alguma parte da trama, e vai ficar frustrado quando perceber que não passava de um coadjuvante.

Pode acontecer de um personagem plano conquistar nossa atenção e ai vem a tentação de elevá-lo ao protagonismo. Se for o início da história, não tem nada de errado nisso. Apenas evite dar o protagonismo a personagens que estão ali apenas como suporte/coadjuvantes.

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Como eu escrevo: Clive Barker

Clive Barker é um escritor, cineasta, roteirista e dramaturgo inglês. Barker ficou conhecido nos anos 80 por sua série de contos, os Livros de Sangue, que o consagrou como escritor de horror. Sua ficção já foi adaptada em filmes, sendo os mais conhecidos a série Hellraiser e Candyman.

Como eu escrevo: Clive Barker

Nove de seus dezoito livros já foram publicados no Brasil.

Weaveworld (A Trama da Maldade), o livro que ele cita abaixo, é um romance de fantasia sobre um mundo mágico que está escondido em um tapete, tanto para protegê-lo de humanos curiosos quanto de inimigos sobrenaturais hostis.

Em relação ao personagem, meu sentimento é o seguinte: faça com que o leitor aceite algo, uma esquisitice, e depois o resto deve seguir realisticamente. Eu tento não mentir sobre psicologia. Eu não acho que sou brega na minha escrita, eu não acho que sou excessivamente sentimental. Eu tento ser emocionalmente honesto numa estrutura sinuosa.

Então, em Weaveworld, a coisa que é estranha é o fato de que existe um mundo de magia escondido no tapete. Uma vez que eu estabeleci este mundo mágico, a resposta humana a ele por parte dos personagens deve ser emocionalmente verdadeira. Depois disso, tenho que ser o mais honesto possível sobre os processos que levam esses personagens a esse lugar, que os envolvem nessa história. Porque, como escritor de ficção, a última coisa que você quer ser é um mentiroso.

Clive Barker, Março de 1991

Para mais informações sobre este escritor, visite The Official Clive Barker Website.

Para comprar livros deste autor, visite Amazon ou Livraria Cultura.

Como escrever um livro: Introdução aos Personagens

Se você tivesse que pensar no seu livro favorito, o que ele tem de tão especial? Foram os personagens que te cativaram? Ou quem sabe foi o tema que te envolveu, ou ainda o estilo que o livro foi escrito? Caso tenha sido o tema ou o estilo, ou ambos, você acha que o livro continuaria tão bom se os personagens fossem fracos e/ou superficiais?

Como escrever um livro: Introdução aos Personagens

Uma das peças vitais para que uma história seja boa é ter personagens que pareçam pessoas reais, mesmo que a vida deles seja diferente da nossa ou que eles estejam passando por uma situação totalmente estrangeira a nossa realidade, os personagens ainda devem conter “humanidade” para que possamos envolver e conquistar o leitor. Personagens precisam ter dimensão, devem despertar empatia e necessitam ter um conflito (para mover a história, senão qual é o objetivo?).

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