The Witch Elm, de Tana French

The Witch Elm, de Tana French

The Witch Elm, o mais recente livro da autora irlandesa Tana French, não faz parte da sua saga de detetives Dublin Murder Squad, mas sim conta a história de um jovem charmoso e sortudo, Toby, cuja vida é radicalmente alterada depois que seu apartamento é invadido e ele leva uma surra dos invasores que o deixa com graves sequelas. Afim de se recuperar e também ajudar um ente querido, ele decide passar um tempo em Ivy House.

Você pode achar que a trama vai se desenrolar para descobrir quem invadiu o apartamento de Toby e por que, mas a vida do rapaz se complica ainda mais quando um crânio humano é encontrado na Ivy House, a casa onde Toby esta se recuperando e onde ele e seus primos passavam os verões na época da sua adolescência.

The Witch Elm, de Tana French

O livro tem 526 páginas e elas estão recheadas. Quando eu estava apenas a 1/4 do livro tive a impressão de conhecer Toby melhor do que algumas pessoas reais na minha vida. E sendo ele uma destas pessoas privilegiadas que nunca teve um reverse na vida até a fatídica invasão do seu apartamento, foi difícil simpatizar com tudo de horrível que estava acontecendo com ele.

Na verdade foi quase impossível simpatizar com a maior parte dos personagens. Até mesmo Melissa, a namorada de Toby que é uma garota simpática e boa, acabou me irritando em vários momentos, mas não tenho certeza se é porque ela é um capacho ou se porque foi a personagem menos desenvolvida do livro.

A escrita de Tana French é atmosférica e tem um certo “temperamento”. Suas descrições são maravilhosas e astutas, e assim ela nos transporta para o cenário que construiu neste livro com muita facilidade.

E foi isso que me fez continuar lendo quando quase nada esta acontecendo além de conversa fiada e intriguinhas familiares de menor importância. Depois que Toby vai para Ivy House a estória parece uma peça teatral: tudo se passa num só local, com personagens que vão e vem neste imutável cenário. A autora levou muito tempo para chegar a parte suculenta da estória e isso é um dos pontos fracos do livro na minha opinião. O livro tem muita coisa que poderia ter ficado de fora e que não faria falta. É como os editores dizem: se não esta movendo a estória adiante, exclua.

Para alguns leitores muita informação e reclamação vinda de personagens privilegiados e antipáticos pode ficar cansativo (estou entre estes leitores), porém a curiosidade em saber o que tinha acontecido superou esses problemas.

Se estórias com crime e suspense onde os personagens não conquistam nossa simpatia não lhe incomodam, eu recomendo The Witch Elm. Você vai ter a impressão de que o livro é mais longo do que ele realmente é, e provavelmente vai ter vontade de pular algumas páginas, mas isso não faz dele um livro ruim. Um pouco difícil de digerir em certos momentos, mas ainda assim um bom livro.

The Witch Elm ainda não tem data de lançamento no Brasil.

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